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segunda-feira, 30 de junho de 2025

Santos Protomártires da Igreja de Roma

Hoje nossa Igreja tem a celebração introduzida pelo novo calendário romano universal se refere aos Primeiros Mártires da Igreja de Roma, vítimas da perseguição de Nero, logo após o incêndio de Roma, acontecido no dia 19 de julho do ano 64. A culpa do incêndio de Roma recaiu sobre os cristãos, os quais foram cruelmente martirizados.

Naquele tempo em Roma, ao lado da comunidade judaica, vivia a pequena e pacífica comunidade dos cristãos. Sobre estes pouco conhecidos, circulavam notícias caluniosas. Nero descarregou sobre eles, condenando-os a cruéis sacrifícios, as acusações feitas a ele. Nero teve a responsabilidade de haver dado início à absurda hostilidade do povo romano, que na verdade era muito tolerante em matéria de religião, em relação aos cristãos: a ferocidade com a qual atingiu os presumíveis incendiários não encontra justificação nem só supremo interesse do império. A perseguição de Nero não se limitou àquele ano fatal de 64, mas se prolongou até 67.

Nos mais ilustres mártires no circo de Nero temos: o Príncipe dos Apóstolos, crucificado, onde surgiu a basílica de São Pedro, e o Apóstolo dos Gentios, São Paulo, decapitado nas Águas Salvianas e sepultado na via Ostiense.
Ao celebrarmos nesta festividade conjunta dos dois Apóstolos, o novo calendário deseja celebrar a memória dos numerosos mártires que não tiveram um lugar especial na liturgia. Deus, nosso Pai, os Santos são testemunhas da ressurreição de vosso Filho Jesus. Pela fé, mostra-nos que aqueles que crêem em vós viverão para sempre, porque sois um Deus vivo e para os vivos. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

domingo, 29 de junho de 2025

São Pedro e São Paulo

A solenidade de São Pedro e de São Paulo é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. Já no século IV havia a tradição de, neste dia, celebrar três missas: a primeira na basílica de São Pedro, no Vaticano; a segunda na basílica de São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação nos tempos difíceis.
E mais: depois da Virgem Santíssima e de São João Batista, Pedro e Paulo são os santos que têm mais datas comemorativas no ano litúrgico. Além do tradicional 29 de junho, há: 25 de janeiro, quando celebramos a conversão de São Paulo; 22 de fevereiro, quando temos a festa da cátedra de São Pedro; e 18 de novembro, reservado à dedicação das basílicas de São Pedro e São Paulo.
Antigamente, julgava-se que o martírio dos dois apóstolos tinha ocorrido no mesmo dia e ano e que seria a data que hoje comemoramos. Porém o martírio de ambos deve ter ocorrido em ocasiões diferentes, com são Pedro, crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana e são Paulo, decapitado, nas chamadas Três Fontes. Mas não há certeza quanto ao dia, nem quanto ao ano desses martírios.
A morte de Pedro poderia ter ocorrido em 64, ano em que milhares de cristãos foram sacrificados após o incêndio de Roma, enquanto a de Paulo, no ano 67. Mas com certeza o martírio deles aconteceu em Roma, durante a perseguição de Nero.
Há outras raízes ainda envolvendo a data. A festa seria a cristianização de um culto pagão a Remo e Rômulo, os mitológicos fundadores pagãos de Roma. São Pedro e são Paulo não fundaram a cidade, mas são considerados os "Pais de Roma". Embora não tenham sido os primeiros a pregar na capital do império, com seu sangue "fundaram" a Roma cristã. Os dois são considerados os pilares que sustentam a Igreja tanto por sua fé e pregação como pelo ardor e zelo missionários, sendo glorificados com a coroa do martírio, no final, como testemunhas do Mestre.
São Pedro é o apóstolo que Jesus Cristo escolheu e investiu da dignidade de ser o primeiro papa da Igreja. A ele Jesus disse: "Tu és Pedro e sobre esta pedra fundarei a minha Igreja". São Pedro é o pastor do rebanho santo, é na sua pessoa e nos seus sucessores que temos o sinal visível da unidade e da comunhão na fé e na caridade.
São Paulo, que foi arrebatado para o colégio apostólico de Jesus Cristo na estrada de Damasco, como o instrumento eleito para levar o seu nome diante dos povos, é o maior missionário de todos os tempos, o advogado dos pagãos, o "Apóstolo dos Gentios".
São Pedro e são Paulo, juntos, fizeram ressoar a mensagem do Evangelho no mundo inteiro e o farão para todo o sempre, porque assim quer o Mestre.

sábado, 28 de junho de 2025

Santo Irineu


Santo Irineu nasceu por volta do ano 130/135, provavelmente em Esmirna, na Ásia Menor. Pacificador de nome e de fato, pois o nome "Irineu" vem do grego e significa pacífico e pacificador, como também significa "paz". Era chamado: Zelador do Testamento de Cristo, tendo vivido na época dilacerada por heresias que colocavam em risco a unidade da Igreja na fé.
Ele aconselhou ao Papa Vítor, respeitosamente a não excomungar as Igrejas da Ásia que não queriam celebrar a Páscoa na mesma data das outras comunidades cristãs. Este homem ponderado se aproximou dos bispos das outras comunidades cristãs para o triunfo da concórdia e da unidade, sobretudo exortando que se mantivessem ancorados na tradição apostólica para combater o racionalismo gnóstico.
Foi discípulo de São Policarpo - que havia conhecido pessoalmente o Apóstolo São João e outras testemunhas oculares de Jesus - Santo Irineu foi sem dúvida o escritor cristão mais importante do século II. De seus escritos nos restam intactos os cinco livros do Contra os hereges, nos quais Irineu aparece não só como o teólogo equilibrado e penetrante da Encarnação redentora, mas também como um dos pastores mais completos que serviram a Igreja.
Foi para Lião onde sucedeu no ano 718, ao nonagenário bispo e mártir, São Fotino, e governou a Igreja de Lião até a morte. Foi uma verdadeira testemunha de fé num período de dura perseguição para a Igreja; seu campo de ação foi muito vasto.
Sua morte ocorreu no ano 200.

sexta-feira, 27 de junho de 2025

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Hoje nossa Igreja festeja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, cuja devoção foi e continua sendo difundida pelos padres da Congregação do Santíssimo Redentor ou Padres Redentoristas. No Brasil, a devoção alcançou uma grande popularidade.
Foi no ano de 1870 que a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro começou a ser propagada e espalhou-se por todo o mundo. A pintura do quadro é do século XIII, no estilo bizantino. Desde o ano de 1499 e venerada na Igreja de São Mateus, que segundo contam, veio de Creta, Grécia, pelas mãos de um negociante.
O quadro foi levado num oratório dos padres Agostinianos em 1812, quando o velho Santuário foi totalmente demolido. No ano de 1866, os Redentoristas obtiveram das mãos do Papa Pio IX, o quadro da imagem milagrosa.
O quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi colocado na Igreja de Santo Afonso, em Roma. Ela é a Senhora da morte e a Rainha da Vida, o Auxílio de nos cristãos, nosso porto seguro quando invocamos seu auxílio com amor filial.
Com um semblante melancólico, Nossa Senhora traz no braço esquerdo o Menino Jesus, ao qual o Arcanjo Gabriel apresenta quatro cravos e uma cruz.

Não desprezeis as minhas súplicas, é Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-vos de as ouvir propícia, e de me alcançar o que vos rogo. Amém.
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro socorrei-nos. Amém.

quinta-feira, 26 de junho de 2025

Santos João e Paulo

São João e São Paulo eram irmãos de sangue e de fé, ricos e generosos para com os pobres. Foram convidados por Juliano, o Apóstata para a corte, pois planejava pôr as mãos em seus bens. OS dois irmãos renunciaram aos cargos e se recolheram em sua propriedade no Monte Célio, dedicando-se a oração e servindo aos necessitados. Juliano não concordou e exigiu que retornassem às suas funções anteriores.
Como São João e São Paulo rejeitaram decididamente a desobedecer ao tirano, o chefe da guarda imperial, Terenciano, foi então a casa deles no Célio, com a intimação de oferecerem dentro de dez dias incenso à estátua de Júpiter. No décimo dia de espera, Terenciano ainda na tentativa de convencê-los, mandou que fossem degolados secretamente e sepultados em sua própria casa, na noite de 26 de junho do ano 362.
O sucessor de Juliano, o imperador Joviniano, mandou que Bizante procurasse os corpos dos irmãos João e Paulo e de construir uma Igreja sobre seu túmulo.
Podemos ler na inscrição de São Dâmaso: Paulo e João deram juntos a vida, unidos pelo casto vínculo da fé. Foram vassalos fiéis do Rei da eterna mansão. Os dois irmãos tiveram na vida a mesma casa e a mesma fé; agora no céu cingem a mesma coroa imortal. Ficai sabendo que dâmaso teceu o panegírico dos dois irmãos, para que o povo cristão aprenda a celebrar ps novos protetores.

São José Maria Escrivá Belaguer


Nasceu em 9 de janeiro de 1902 em Barbastro, Espanha. Um dos seis filhos de José e Dolores Escrivá .Três dos seus irmãos morreram na infancia. Seu pai era um pequeno negociante e quando seu negocio faliu em 1915 a família mudou-se para Logrovo. Quando jovem José Maria viu as pegadas na neve deixadas por um monge descalço e aquele sinal o comoveu e acendeu o seu desejo de ser um religioso. Ele estudou para padre em Logrovo e Saragossa. Seu pai faleceu em 1924 e Jose Maria simultaneamente sustentava sua família enquanto estudava. Ordenado em Saragossa em 28 de março de 1925. 

Indicado para uma paroquia rural e depois para Saragossa. Em 1927 foi para Madri estudar leis. Logo após um profundo retiro espiritual ele fundou a Opus Dei em 2 de outubro de 1928, a qual abriu um novo caminho para os devotos se santificarem no meio do ambiente mundano através de seus trabalhos e ainda cumprir seus deveres pessoais, familiares e sociais. Nos anos que se seguiram ele estudou na Universidade de Madri e ensinou para sustentar sua mãe e irmãos, e ainda pregando aos pobres e doentes, e trabalhando na Fundação Opus Dei. 

Com a guerra civil e a perseguição religiosa na Espanha ele atendia as escondidas apenas aos paroquianos. Escapou através dos Pirineus para Burgos. No fim da guerra em 1939 ele voltou aos seus estudos em Madri e formou-se em Doutor em Leis. 

Em 14 de fevereiro de 1943 ele fundou a Sociedade da Santa Cruz, unida com o Opus Dei e mudou-se para Roma em 1946. Conseguiu um doutorado em Teologia na Universidade Laterana.

Foi consultor em duas congregações do Vaticano. Membro honorário da Pontifícia Academia de Teologia e indicado prelado de honra pelo papa Pio XII. 

Opus Dei recebeu a aprovação da Santa Sé em 16 de junho de 1950. José Maria viajava frequentemente pela Europa e America Latina para trabalhar para o crescimento da Opus Dei. Quando da sua morte a Opus Dei já tinha se espalhado pelos 5 continentes, com 60.000 membros de 80 nacionalidades, a maioria leigos. 

Ele faleceu em 26 de junho de 1975 de causas naturais em seu escritório em Roma foi enterrado na Capela da Paz na Via Bruno Nuozii 75, em Roma, Itália. 

Em 1976 uma freira Carmelita Conceição Boullon Rúbio estava para morrer quando, repentinamente ficou curada de lipomatosis após um membro da família orar a Deus através da intercessão de José Maria. Sua cura iniciou o seu processo de canonização em 19 de fevereiro de 1981. Em 9 de abril de 1990 o Papa João Paulo II declarou que ele tinha virtudes em um grau heróico. A cura da irmã Rúbio foi aprovada pela Câmara do Médicos da Congregação Para A Causa de Santos em 6 de julho de 1991. Em 20 de dezembro um segundo milagre atribuído a José Maria foi decretado pela Congregação e aprovado pelo Papa Joao Paulo II. Foi beatificado em 17de maio de 1992 e canonizado em 6 de outubro de 2002.